Olho em volta, tentando procurar inspiração, mas não há nada que estimule a minha mente. Penso em ti. Estou constantemente a fazê-lo. Daqui a nada irei ao balcão pedir o tão desejado café e, mais uma vez, serei atendida pelo moço brasileiro que me galanteia sempre que me vê.
Pessoas entram e saem do bar. Algumas saíram das aulas, enquanto outras estão para entrar. Estabeleço contacto visual com um rapaz que passa por mim, mas sem grande interesse. Sinto-me extremamente aborrecida. Se não fosse o meu mundinho imaginário, já teria morrido de tédio.
Catarina Rodrigues, 11-03-2013
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